quinta-feira, 28 de julho de 2011

PLANO DE AULA COM RELATO

Plano de aula

Tema: Natureza
Artista: John Constable
Ano: 3º ano
Professora: Simoni Cristina Roessler
Período: duas aulas de 50 minutos

Introdução:
Observando o interesse dos alunos em trabalhar com tinta e levando em consideração a conscientização dos mesmos pelo o meio ambiente, resolvi escolher o artista John Constable para trabalhar o tema natureza.

Objetivos:
Conhecer a vida e obra de John Constable.
Relacionar a obra do artista com a natureza.
Conhecer e aplicar técnica artística de pintura.
Observar o meio ambiente.
Produzir uma pintura com base em uma obra de John Constable.

Recursos:
Algodão, tinta tempera, pincel, folha de desenho, EVAM, fotocópias.

1ª aula
Dinâmica:
A professora irá dividir a turma em duas equipes, cada equipe receberá um mesmo quebra -cabeça de uma obra do artista Jonh Constable, após o sinal da professora todos devem começar a montar, vence a equipe que montar primeiro corretamente o quebra -cabeça.

Depois de montado os quebra – cabeças a professora irá fazer uma leitura com os alunos da obra do artista:
Agora vamos observar a obra que tinha na dinâmica:





Constable - paisagem

O que vocês vêem nesta imagem?
Quais são os elementos da natureza que fazem parte desta imagem?
Quais são as cores utilizadas?
Quais as cores que chamam mais atenção na obra?
Este céu é real?
O que mais lhe chamou atenção nesta pintura?
Qual é o assunto desta imagem?
Esta é uma boa pintura?Por quê?
Depois desta dinâmica a professora irá fazer um breve relato sobre o artista e suas obras:
Agora vamos falar do artista Jonh Constable...
John Constable nasceu no dia 11 de junho de 1776,, Inglaterra e faleceu no dia 31 de março de 1837, Londres.
Constable, que fez da natureza seu tema principal. O céu, principalmente, o encantou devido às mudanças de luminosidade na natureza as quais governam tudo.Marcou fortemente esta sua obsessão com estudos das nuvens e da abóbada celeste, também experimentou diferentes técnicas com folhas molhadas e sereno, capturando novos efeitos, para retratá-los em seus trabalhos.Curiosidades:
Constable tinha grande afinidade com a poesia e ocasionalmente exibiu seus escritos.
Constable ganhou reconhecimento da sua obra lentamente, primeiro na França e depois na Inglaterra.
Foi um inspirador fundamental para os pintores do Romantismo e pintores de paisagem de forma geral.
Foi um dos artistas pioneiros na percepção e estudo da mudança dos efeitos da luz e condições atmosféricas na arte.

Suas obras mais conhecidas foram:
A Carroça do Feno
Stonehenge
Castelo de Hadleigh
A Catedral de Salisbúria Vista do Jardim do Bispado
Estudo das Nuvens em Hampstead
A Fazenda de Milho
O Campo de Milho
Este é um autorretrato dele:




2ª aula:
1º momento:
Aula no EVAM: Pesquisar no Google imagens, algumas obras do artista John Constanble, fazer comparações com as obras pesquisadas com a que foi apresentada em aula. O que mais se destaca nas pinturas.

2º momento
Vamos pintar?
Todos os alunos devem ir para o pátio da escola e observar como esta o céu, em seguida devem pintar em uma folha de desenho um céu utilizando tinta azul e antes que seque a tinta devem passar o algodão umedecido para marcar as nuvens, a professora deve aproveitar este momento para dizer aos alunos que na maioria das obras pintadas por John Constable ele enfatiza muito o céu e é por este motivo que os alunos devem usar a criatividade para pintarem o céu de sua obra. Os alunos também podem pintar os elementos que estavam presentes no céu durante a atividade. Após todos os alunos pintarem o céu, devem criar uma paisagem.




Relato:
Quando foi aplicada este plano de aula pude perceber a satisfação dos alunos em realizar a atividade de observação e posteriormente a pintura, eles compararam as suas produções com as obras do pintor John Constable e demonstraram interesse em pesquisar outros artistas que também pintam a natureza e de utilizar outras técnicas de pintura usando tinta tempera.


Bibliografia:
pt.wikipedia.org/wiki/John_Constable
curriculum.walsallgfl.org.uk
Google imagens











O ENSINO DE ARTES VISUAIS NA CONTEMPORANEIDADE


PROPOSTA TRIANGULAR


Ana Mae Barboza na sua proposta triangular, afirma que o aluno deve contextualizar, apreciar e fazer, para que tenha um aprendizado significativo nas áreas das artes. Sob esses tópicos recaem muitos conceitos e teorias à cerca do que é mais válido e masi necessário no ensino das artes.






CONHECER ARTE
•possibilita o entendimento de que arte se dá num contexto, tempo e espaço onde se situam as obras de arte.
•Ana Mae propõe que se trabalhe a contextualização nas aulas de artes em um contexto próximo e relacionado com o do aluno.




APRECIAR ARTE
•desenvolve a habilidade de ver e descobrir as qualidades da obra de arte e do mundo visual que cerca o apreciador. A partir da apreciação educa-se o senso estético e o aluno pode julgar com objetividade a qualidade das imagens.




FAZER ARTE
•desenvolve a criação de imagens expressivas, os alunos conscientizam-se de suas capacidades de elaborar imagens, experimentando os recursos da linguagem, as técnicas existentes e a invenção de outras formas de trabalhar a sua expressão criadora.







O ENSINO DAS ARTES NO BRASIL
Estimular a imaginação, despertar a sensibilidade, ampliar horizontes e deixar a criança experimentar são formas de ensinar esta disciplina.A sala de aula deve ser um espelho do atelier do artista ou do laboratório do cientista. Neles são desenvolvidas pesquisas, técnicas são criadas e recriadas, e o processo criador toma forma de maneira viva, dinâmica. A pesquisa e a construção do conhecimento é um valor tanto para o educador quanto para o educando, rompendo com a relação sujeito/objeto do ensino tradicional. Este processo poderá ser desafiador. Delimite-se o ponto de partida e o ponto de chegada será resultante da experimentação. Dessa forma, o ensino da arte estará intimamente ligado ao interesse de quem aprende.














Algumas reflexões sobre o ensino das Artes Visuais


As pesquisas sobre Artes Visuais, conforme Barbosa (2005), Buoro (2003), Hernández (2000), entre outros autores que abordam essa temática, apontam para uma revisão da compreensão da Arte na educação, compreensão da cultura visual estabelecida, bem como, a prática pedagógica do professor, considerando que este em sua trajetória, constrói e reconstrói seus conhecimentos conforme a necessidade de utilização dos mesmos, suas experiências e seus percursos formativos e profissionais.
As Artes Visuais caracteriza-se como área de conhecimento. Expressam, comunicam por diversas linguagens, dentre elas o desenho, a pintura, gravura, escultura, além das modalidades que resultam dos avanços tecnológicos e transformações estéticas, como a televisão, fotografia, artes gráficas, entre outras, atuando, desta forma, como mediadora cultural, ampliando a compreensão da cultura visual no nosso cotidiano. Conforme aponta FINGER, (2003. p 13). "É no cotidiano que sentimos a realidade e a partir dele, tecemos considerações e atribuímos seus significados ao que ocorre na própria realidade".
Vivemos em uma época caracterizada por um turbilhão de inovações tecnológicas e não temos como nos desvencilhar dela. A globalização e o acentuado desenvolvimento da mídia têm feito com que cada vez mais os alunos cheguem à escola impregnados de concepções e compreensões visuais.
Conforme HERNANDÉZ, (2000 p.51) " [...]a compreensão da cultura visual significa, em primeiro lugar, reconhecer que vivemos inundados de uma extraordinária variedade de imagens (e imaginários visuais)". Diante disso, exige-se professor, uma postura conhecedora e problematizadora frente a esta realidade. Não se pode mais simplesmente reproduzir algo que a cultura visual já se ocupa de divulgar, com a simples justificativa de que, fazendo desta forma, estaremos trabalhando com a realidade do aluno.
Partindo desse pressuposto, a escola é considerada como um espaço privilegiado para a construção da cidadania e o desenvolvimento integral do individuo, mediante a construção e o aprofundamento de conhecimentos e nós, professores, não podemos deixar essa área do conhecimento tão vazia, restringindo-a como recurso – didático – metodológico para outras disciplinas. Precisamos quebrar com este estigma de que não estamos preparados, mesmo que essa concepção do não saber-fazer, esteja arraigada em nossa sociedade. BARBOSA (2005, p. 31) afirma com muita propriedade que "só um fazer consciente e informado torna possível a aprendizagem em arte".
Na mesma perspectiva, VIGOSTSKY (1999, p. 325) salienta que "ensinar o ato criador da criador da arte é impossível; entretanto, isto não significa, em absoluto, que o educador não pode contribuir para a sua formação e manifestação.
Sabemos que a apreciação artística e a compreensão do "discurso visual" têm pouco espaço na sala de aula, principalmente nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, conforme, cita BARBOSA (2005 p. 17) "Nas aulas de artes visuais ainda domina na sala de aula o ensino do desenho geométrico, o laissez-faire, temas banais, as folhas para colorir (...)", desenhos estereotipados, cópias e imitações.
Diante do exposto, faz-se necessário uma mudança de concepção sobre a importância das Artes Visuais no contexto escolar e para tanto, o professor precisa estar respaldado em teorias que lhe apontem outras formas de pensar sobre o próprio fazer. Nesse sentido, teoria e prática são indissociáveis. Um processo, no qual não existem receitas prontas de como ensinar, aprender e compreender todas as áreas do conhecimento, mas sim, uma constante busca por subsídios que possam dar conta dos próprios anseios, dos alunos e suas culturas.



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Ao planejar suas aulas de artes, o professor busca novos recursos e técnicas para tornar suas aulas e atividades criativas e dinâmicas, junto aos alunos. Os elementos prescritos nos PCNs, o auxiliam, porque através deles, o professor pode explorar a aprendizagem do aluno e seu conhecimento sobre arte.

A ÁREA DE ARTES VISUAIS NOS PCNs

O mundo atual caracteriza-se entre outros aspectos pelo contato com imagens, cores
e luzes em quantidades inigualáveis na história. A criação e a exposição às múltiplas
manifestações visuais gera a necessidade de uma educação para saber ver e perceber,distinguindo sentimentos, sensações, idéias e qualidades contidas nas formas e nos ambientes. Por isso é importante que essas reflexões estejam incorporadas na escola, nas aulas de Arte e, principalmente, nas de Artes Visuais. A aprendizagem de Artes Visuais que parte desses princípios pode favorecer compreensões mais amplas sobre conceitos acerca do mundo e de posicionamentos críticos.
A educação de artes visuais requer entendimento sobre os conteúdos, materiais e
técnicas com os quais se esteja trabalhando, assim como a compreensão destes em diversos momentos da história da arte, inclusive a arte contemporânea. Para tanto, a escola,especialmente nos cursos de Arte, deve colaborar para que os alunos passem por um conjunto amplo de experiências de aprender e criar, articulando percepção, imaginação, sensibilidade,conhecimento e produção artística pessoal e grupal.
O desenvolvimento do aluno nas linguagens visuais requer, então, aprendizagem de
técnicas, procedimentos, informações sobre história da arte, artistas e sobre as relações culturais e sociais envolvidas na experiência de fazer e apreciar arte. Sobre tais aprendizagens o jovem construirá suas próprias representações ou idéias, que transformará ao longo do desenvolvimento, à medida que avança no processo educacional.Entende-se o estudante na escola como um produtor de cultura em formação.
A escola deve incorporar o universo jovem, trabalhando seus valores estéticos,
escolhas artísticas e padrões visuais. Não se pode imaginar uma escola que mantenha propostas educativas em que o universo cultural do aluno fique fora da sala de aula. A escola também deve ter propostas de orientação para jovens que ampliem seu repertório estético e os ajudem a posicionar-se criticamente sobre questões da vida artística e social do cidadão. Assim, as aulas de artes visuais devem ajudar o jovem a aprender e ter experiências sobre:
• sua integração e responsabilidade social como cidadão
participativo no âmbito da produção e da conduta ética (respeito
mútuo, solidariedade, diálogo, justiça) em artes visuais;
• sua inserção no universo da arte, valorizando e respeitando a
produção de artistas homens e mulheres, jovens e idosos das
diversas culturas;
• sua auto-imagem a ser continuamente reinterpretada e
reconstruída com base em conquistas pessoais e no confronto
crítico com imagens veiculadas pelas diversas mídias;
• o olhar crítico que se deve ter em relação à produção visual e
audiovisual, informatizada ou não, selecionando as influências e escolhendo os padrões que atendem às suas necessidades
para melhoria das condições de vida e inserção social;
• o cuidado no uso de materiais e técnicas de artes visuais,
preservando sua saúde, valorizando o meio ambiente e o espaço
de convívio direto com as outras pessoas;
• as questões da vida profissional futura, conscientizando-se sobre
os problemas éticos envolvidos nos modos de produção e
consumo das artes visuais, analisando essas relações do ponto
de vista do valor econômico e social da produção artístico cultural.
IDEIA PARA SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM


Conteúdo:

Cubismo e a arte moderna – Pablo Picasso





Contar aos alunos sobre a arte no século 20 e o nascimento do cubismo.
Apresentar a turma obras de Pablo Picasso.
Propor aos alunos atividades para que eles possam:
· conhecer, compreender e analisar a produção artística; estabelecer relações entre a produção artística e o contexto em que foi criada;
· utilizar as linguagens como meios de expressão;
· desenvolver a percepção e o potencial criativo em projetos coletivos.
Propor que a turma monte uma composição simples no meio da sala utilizando seus próprios objetos ( mochilas, cadernos, lápis , régua, ) etc.
Pedir que os alunos sentem-se ao redor do conjunto, observem a composição que criaram e com uma caneta de retroprojetor, desenhem o que vêem em folhas de transparência ou em envelopes plásticos.Oriente os alunos para que eles se preocupem apenas com os contornos das formas dos objetos .
Conte à classe que eles vão criar uma pintura cubista coletiva. Explique que pode ser feito um único trabalho ou vários, separando os alunos em pequenos grupos. Veja o que a turma prefere e comece a composição.
Monte na parede um painel com folhas de papel craft ou cartolina. Oriente os alunos para que, utilizando o retroprojetor, ampliem as imagens das transparências projetando-as sobre este painel, que estará fixo na parede. Misture os desenhos de pessoas que estavam sentadas em locais diferentes, sobrepondo as transparências, unindo diferentes vistas da composição em um único trabalho, lembrando que a proposta dos cubistas era a de mostrar simultaneamente várias faces de um mesmo objeto.
Peça que os alunos interfiram nos espaços surgidos entre as linhas, utilizando tintas, grafites coloridos ou giz de cera.
Ao término do trabalho reúna a turma, peça para que comentem a experiência. Retome algumas das imagens de obras do Picasso e procurem juntos estabelecer as convergências entre a proposta realizada e a do artista.















Artigo



Desafios do Ensino de Artes
Um dos grandes desafios do ensino de Arte na contemporaneidade é tornar-se uma disciplina reconhecida por alunos e professores dos outros componentes curriculares, já que a mesma recebe ainda, o estigma de apêndice para as outras disciplinas na Educação Básica.
Apesar de todos os esforços para o desenvolvimento de um saber artístico na escola, verifica-se que a Arte, historicamente produzida e em produção pela humanidade, ainda não tem sido suficientemente ensinada e apreendida pela maioria dos jovens brasileiros, pois a mesma surge como reprodução e não como reflexão na escolarização básica sem re-significação dos conteúdos abordados, re-elaboração dos saberes em Arte por professores e alunos.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais em Arte, uma das novas propostas na atualidade para o ensino de Arte, traz como eixo principal as quatro linguagens artísticas que podem ser trabalhadas em sala de aula, entretanto, este documento aponta para um ensino de Arte pautado na LDB nº 5692/71 em que a falta de uma preparação de pessoal para entender Arte antes de ensiná-la , gerou arte-educadores polivalentes. A nosso ver, a proposta dos PCNs na área de Arte é ambiciosa e complicada de ser viabilizada na realidade escolar brasileira. Para a sua aplicação efetiva, seria necessário poder contar com recursos humanos com qualificação o que implica desde a valorização da prática profissional até ações de formação continuada e acompanhamento pedagógico constante, além de recursos materiais que atendessem às necessidades da prática pedagógica em cada linguagem artística. Considerar as linguagens artísticas como um ato educativo em sua relação com a educação institucionalizada torna-se uma experiência desafiadora no sentido de questionarmos o ensino das Artes Cênicas, da Música, das Artes Visuais e da Dança no âmbito do Ensino da Arte, uma vez que este ainda guarda o estigma de ser tomado como apêndice ou auxiliar de outras disciplinas tidas como “nobres”.





Os novos desafios desse ensino institucionalizado é poder ter as quatro linguagens artísticas num mesmo estabelecimento de ensino, podendo o aluno ao longo de sua formação na Educação Básica vivenciar experiências nas quatro linguagens artísticas permitindo-lhe experienciar, fruir, contextualizar e criticar arte.
O valor educativo da Arte na Educação Básica se destaca, na medida em que reconhece a Arte como componente curricular imprescindível na formação do sujeito e para o exercício da vida cidadã.
www.pucrs.br/mj/artigo-desafios-do-ensino-de-arte.php
COMO SE APRENDE ARTES?


Uma leitura de imagem pode ser realizada com qualquer imagem, de qualquer meio, sempre de acordo com aquilo que está sendo trabalhado em sala de aula e com objetivos específicos.
A alfabetização visual é importante pois com ela educamos nosso modo de ver e observar o meio ao nosso redor, e com isso nos tornamos importantes seres atuantes e transformadores da nossa realidade. Ver significa conhecer, e observar é olhar. A imagem é uma mensagem visual composta por diversos símbolos, e codificar estes símbolos é de suma importância para a transformação do mundo ao seu redor e da sua própria visão.
“As artes plásticas também desenvolvem a discriminação visual, que é essencial ao processo de alfabetização. Para uma criança de seis anos as palavras lata e bola são muito semelhantes porque têm a mesma configuração gestáltica (...), isto é, uma letra alta, uma baixa, seguida de outra alta e uma mais baixa. Só uma visualidade ativada pode, nesta idade, diferenciar as duas palavras pelo seu aspecto visual e esta capacidade de diferenciação visual é básica para a apreensão do código verbal que também é visual.” (BARBOSA, 2009, p.28).
Quando não conhece outras formas de representação para suas idéias, o aluno não faz uso de todo seu potencial criativo na realização de suas atividades. Ele repete sempre as mesmas soluções e, quando desafiado a algo completamente novo, alega não saber desenhar. Assim, o professor acaba interferindo, sem muitos desafios, no trabalho daquele aluno, e fica com a sensação de ter cumprido com sua função.

Relato de experiência de aprendizagens em artes:


Pelo que me lembro, durante o meu ensino fundamental e ensino médio, não tive muitas experiências de ensino aprendizagem em que houve construção de conhecimento em artes visuais, geralmente eram aulas em que tínhamos que colorir desenhos prontos, fazer artesanato para o dia das mães e pais, guirlandas para o Natal e assim por diante, mas houve uma ocasião no ensino médio em que a professora de artes nos pediu para fazer uma releitura de alguma obra escolhida por nós, não me lembro mais qual artista escolhi, mas tínhamos que pesquisar sobre este artista para saber sobre sua trajetória, depois de escolhida a obra e feita a releitura tínhamos que fazer em cima deste desenho um envelhecimento, me lembro que usei nanquim e cera de vela, foi uma atividade bastante envolvente e levou várias etapas para ser concluída, gostei de realizar esta experiência no ensino das artes.










PLANEJAMENTO EDUCACIONAL EM ARTES VISUAIS






A Arte no Espaço Educativo
Raimundo Matos de Leão
"Precisamos levar a arte que hoje está circunscrita a um mundo socialmente limitado a se expandir, tornando-se patrimônio da maioria e elevando o nível de qualidade de vida da população."
Ana Mae Barbosa (1991: 6)
Para que esta afirmação se torne uma realidade, acreditamos que é através do espaço educativo que se possa efetivamente dar uma contribuição no sentido de possibilitar o acesso à arte a uma grande maioria de crianças e jovens. Sendo a escola o primeiro espaço formal onde se dá o desenvolvimento de cidadãos, nada melhor que por aí se dê o contato sistematizado com o universo artístico e suas linguagens: artes visuais, teatro, dança, música e literatura. Contudo, o que se percebe é que o ensino da arte está relegado ao segundo plano, ou é encarado como mera atividade de lazer e recreação. Desde o profissional contratado, muitas vezes tendo que lidar com os conteúdos das linguagens de forma polivalente, até o pequeno número de horas destinadas ao ensino das linguagens artísticas, a expansão de que nos fala a professora Ana Mae Barbosa se torna canhestra, quase sempre inexistente.
Leia o restante do texto no endereço: www.crmariocovas.sp.gov.br/aed_l.php?t=001

domingo, 21 de março de 2010


OBJETOS AUTOBIOGRÁFICOS:Escolhi estes objetos porque eles tem tudo a ver comigo , o óculos é meu inseparável companheiro , sem ele fica muito difícil enxergar o mundo, o relógio significa que está sempre faltando tempo para eu ralizar minhas tarefas da faculdade á distancia , gostaria de ter mais tempo para fazer várias coisas..., o cachorrinho porque eu adoro animais , tenho dois um podle e uma pretinha que adotei do abrigo de animais da minha cidade e por último o terço que sempre me conforta nas horas difícies , de angústia e de medo.



NICHO POIÉTICO


CADERNO DE REGISTRO















Eu me chamo Simoni Cristina Roessler, sou professora do 2º ano do ensino fundamental.Atualmente sou estudante do curso de artes visuais e pretendo me formar, apesar das dificuldades encontradas para realizar este ensino à distancia.Minhas expectativas durante esta caminhada é poder adquirir novos conhecimentos para aplicá-los em meus planejamentos como docente.

Estou bastante anciosa e curiosa com esta nova discilplina, mas o que me deixou motivada foi saber que as tarefas na sua maioria são práticas.Penso que esta disciplina vai ser uma experiencia interessante, pois nunca tive o hábito de escrever num diário, vou procurar me empenhar para fazer as atividades propostas e espero realizar um bom trabalho.



DIÁRIO VIRTUAL

Já passou da meia noite e estou aqui tentando pensar em algo para começar o meu diário virtual. Poderia escrever sobre o domingo que passou, foi um dia para curtir a minha família, fomos no CTG onde temos um cavalo,levamos algumas guloseimas para fazer um pequinique , andamaos à cavalo, damos banho no cavalo , brinquei com minhas filhas de esconde esconde e ficamos deitados na grama olhando o topo das árvores , os pássaros, ficamos curtindo a natureza, foi realmente muito gostoso este dominngo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

AFRICANIDADE E CULTURA NEGRA -OBRAS DO ARTISTA PLÁTICO ELVIS DA SILVA

















Uma nova Técnica de Pintura: TOE (Técnica de Observação no Escuro)
Elvis da Silva é Artista Plástico, pintor, trabalha com diversas tintas ou pigmentos, acrílico, aquarela, óleo, nanquim e grafite. É o idealizador de uma técnica de pintura nova no mundo, unindo cada vez mais os laços da ciência e da arte, Elvis da Silva criou a TOE (Técnica de Observação no Escuro) , concebida em 2003 e lançada em 2007, em Campinas SP. A nova técnica consiste em ativar ao máximo as células cones, grupo de células que estão localizadas no fundo da retina humana e são responsáveis pela interpretação da cor ( através de mensuração óptica do pigmento opaco). A cor dos objetos e das coisas que vemos é combinada por três grupos de cones que captam estímulos e enviam ao cérebro através do nervo óptico, e há um tempo que cada imagem permanece existindo, até que vá sendo substituída por outra nova, algumas cores tem tempo maior que outras, ou seja os azuis de modo geral ficam mais tempo registrados na retina humana que os vermelhos que são mais fugazes. Baseado na capacidade que cada cor tem de ficar mais viva diante de sua complementar, ou cor oposta, exemplo, violeta e amarelo esverdeado, E SILVA idealizou a TOE (Técnica de Observação no Escuro) . Os elementos da TOE são conhecidos a centenas de anos, porém nunca foram utilizados por artistas e colocados da forma que fizemos, ou seja, o observador fica a uma distância que dependendo da dimensão da obra, no claro, com a luz as suas costas, a obra fica na penumbra recebendo luz refratada, e os cones do observador são ativados pela luz, após um tempo de saturação da retina que deve ser superior a 40 segundos, começam a ocorrer alguns fenômenos ópticos, com algumas pessoas que tem está sensibilidade, lembramos que mulheres e crianças de ambos os sexos de até 10 anos, são mais sensíveis a fenômenos cromáticos , do que homens adultos( devido aos hormônios masculinos).Tais ensinamentos foram desenvolvidos pelo Professor Israel Pedrosa que infelizmente não encontra-se mais entre nós, deixou um legado de pesquisa e varios tratados finais sobre fundamentos teóricos, sempre trabalhou a cor e tais fenômenos, por isso também como discipulo de Portinari ficou conhecido como o " Cientista da Cor" .O que se vê por alguns é a cor sendo exaltada, outros vêem um movimento escondido, e até a obra de arte aparecer com mais luz do que realmente tem,, a obra aparece como se estivesse numa ilusão de três dimensões, quando na verdade é pintada em duas, lembramos que nem todos os trabalhos que produzimos são confeccionados segundo a TOE, pois é trabalhosa, e que cada individuo tem uma sensibilidade diferente a percepção de tais fenômenos. O Artista Plástico Elvis da Silva, realizou desde 2002 dezenas de exposições nas cidades da região metropolitana de Campinas, em 2006 fez nove exposições individuais e cinco coletivas, em 2007, fez 22 (vinte e duas) sendo quinze individuais e sete coletivas. Em 2008 fez 31 exposições, sendo 21 individuais e 10 coletivas. Em 2009 fez 33 exposições até o mês de outubro e movimentou aproximadamente 1.500 quadros neste último ano. Natural de Pirassununga –SP, reside a nove anos em Campinas. Seus temas de pintura são: - A Cultura Indígena - Africanidade e Cultura Negra - História do Brasil e de Campinas (cidade que ele diz, o adotou).
Possui um dos maiores acervos métricos pintado sobre Cultura Negra da América Latina.


Texto e imagens retirados do site:


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

ARTE PARA TODOS

texto de DANILA CALDERON

“Pode-se viver no mundo uma vida magnífica quando se sabe trabalhar e amar; trabalhar pelo que se ama e amar aquilo em que se trabalha.” (Nise da Silveira)

Não sei se já aprendi trabalhar. Sei apenas que, dia após dia, sigo trabalhando e muito. Amo o que faço, apesar de que, às vezes, percebo que não tenho tempo para mais nada. Não tenho mais tempo para refletir sobre tudo o que está acontecendo, nem para oferecer a devida atenção àqueles que me cercam.

Por vezes, entro em conflito comigo mesma, pois são tantas as barreiras impostas pelo sistema, tantas divisões, áreas, movimentos, períodos, tantos tipos de conteúdos: estruturante, básico e específico. Chego a pensar que se for necessário levar em consideração todos estes detalhes para que a arte seja produzida, dificilmente ela se tornará produto de todos os cidadãos comuns do mundo. Será exclusividade de uma mínima parcela de “gênios” da sociedade.

Sempre pensei que arte é para todos, produtos de todos e não se deve permitir que uma minoria se aproprie dela.

Todo ser humano expressa em tudo que faz sentimentos profundos que na maior parte do tempo nem sabe que existe dentro de si.

Arte é a expressão da alma, do mais profundo do ser, é essência.

Há um ditado que diz: “a boca só fala do que o coração está cheio".

Boca, coração, mão e corpo estão completamente ligados à expressão. Expressou? Virou Arte!

E se falando em artes visuais, a mão só expressa o que o coração está cheio, é importante ter consciência do que estamos enchendo nosso coração.

Nesta passagem aqui pelo mundo é interessante ser alguém útil, trabalhar, contribuir para o bem comum da natureza e todos que nele habitam, mesmo que tudo o que fizermos não seja reconhecido por este sistema estabelecido por meros humanos.

No andar de cima tem alguém que nos reconhece no mais profundíssimo.

A vida é um esforço constante e vale a pena.

Lute, trabalhe, viva intensamente!

Mesmo que não seja reconhecido pelos homens, tenha a certeza de que um ser superior vê todos os nossos passos e reconhecerá todos os nossos esforços.
__________
http://danyziroldo.blogspot.com/2009/06/arte-para-todos.html

Propostas para a arte na educação infantil










Silvia Sell Duarte Pillotto
coordenadora pedagógica do Projeto Institucional Arte na Escola / Univille, e Letícia Coneglian Mognol, pesquisadora*

A linguagem da arte na educação infantil tem um papel fundamental, envolvendo os aspectos cognitivos, sensíveis e culturais. Até bem pouco tempo o aspecto cognitivo não era considerado na a educação infantil e esta não estava integrada na educação básica. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9.394/96 veio garantir este espaço à educação infantil, bem como o da arte neste contexto.

Para compreender a arte no espaço da educação infantil no momento atual, mesmo que brevemente, é preciso situar o panorama histórico das décadas de 80 e 90. Os referenciais que fundamentavam as práxis do profissional da educação infantil eram os Cadernos de Atendimento ao Pré-escolar (1982), criados pelo Ministério da Educação e Cultura – MEC. Os textos destes Cadernos para aquele momento histórico tiveram contribuição fundamental como subsídio para as ações dos educadores atuantes na educação infantil. Entretanto, vale ressaltar que pouco priorizavam o conhecimento, centrando-se apenas nas questões emocionais, afetivas e psicológicas e nas etapas evolutivas da criança. Com relação à arte na educação, os pressupostos eram muito mais voltados à recreação do que às articulações com a arte, a cultura e a estética. Como exemplo, é possível citar a ênfase em exercícios bidimensionais que priorizava desenhos e pinturas chapadas. Ou seja, os conceitos sobre arte resumiam-se a simples técnicas. De acordo com PILLOTTO (2000, 61) “é interessante observar que esse Caderno, embora tenha uma fundamentação teórica voltada às concepções do ensino da arte modernista, na sua essência é muito mais tecnicista no que diz respeito aos exercícios repetitivos, mecânicos e sem a preocupação com a reflexão dos conceitos”.

Na década de 90, o MEC lança o Caderno do Professor da Pré-Escola, com uma abordagem contextualista, na qual a arte deixa de ser tratada apenas como atividade prática e de lazer, incorporando o ato reflexivo. Apesar dessas transformações, a arte permanecia ainda com foco em abordagens psicológicas e temáticas. A arte na educação infantil nesta década ainda buscava uma consistência teórica, conceitual e metodológica.

A partir de 2000 as discussões reflexivas sobre a arte na educação infantil ganham novos espaços na literatura, nas propostas curriculares e especialmente na pesquisa. É com este propósito que em 2002 iniciou-se na Universidade da Região de Joinville a pesquisa “O Programa Institucional Arte na Escola e sua dimensão no ensino e aprendizagem da arte”. O objetivo desta pesquisa é avaliar reflexivamente as ações dos programas de educação continuada para profissionais da educação, no intuito de perceber os aspectos frágeis com relação a arte no contexto escolar, diagnosticando a realidade para construir coletivamente novas proposições.

A pesquisa tem apontado a necessidade de novos constructos* para a arte na educação infantil, no sentido de desenvolver práxis nas quais haja a total integração do profissional da educação infantil, do profissional da arte na educação, das crianças, da instituição e da comunidade. Esta abordagem tem se mostrado eficiente e consolidada para a educação infantil na Itália, sendo disseminada em outros países. Obviamente, entende-se que cada espaço possui especificidades próprias que devem ser respeitadas. Portanto, a idéia não é a de adotar modelos estrangeiros, mas de tê-los como possibilidade de referência.

A partir desta pesquisa, a proposta é apontar constructos (a curto, médio e longo prazos), nos quais cada instituição de educação infantil tenha um profissional habilitado no ensino da arte, capaz de desenvolver projetos pedagógicos em parceria com os demais educadores, enfatizando os aspectos cognitivos, sensíveis e culturais em arte.

Nesta perspectiva, entende-se por novos constructos propostas que partem de uma visão de currículo não linear ou sistêmico, considerando o contexto histórico-social, as necessidades e interesses das crianças, no qual educadores, crianças, instituição e comunidade desenham um currículo que parte do trabalho coletivo.

O planejamento no currículo, a partir da perspectiva sistêmica, pressupõe como método de trabalho no qual professores “apresentam objetivos educacionais gerais, mas não formulam objetivos específicos para cada projeto ou atividade de antemão. Em vez disso, formulam hipóteses sobre o que poderia ocorrer com base em seu conhecimento das crianças e das experiências anteriores.” (RINALDI: 1999,113).

A partir desta visão, especificamente para a arte na educação infantil está o educador em arte, que atua em consonância com os demais educadores da instituição, aprofundando conceitos e linguagens da arte. A função do profissional em arte na educação não é simplesmente ministrar aulas fragmentadas de arte, mas, sobretudo de organizar um espaço de cultura que possibilite a ampliação das expressões e das linguagens da criança. No que este espaço contribui? “Ajuda que os professores compreendam como as crianças inventam veículos autônomos de liberdade expressiva, de liberdade cognitiva, de liberdade simbólica e vias de comunicação”. (VECCHI: 1999, 129)

Como historicamente pode-se observar, a arte na educação infantil possuía um perfil de recreação e de desenvolvimento emotivo e motor. Hoje, a arte na educação infantil está em processo de rupturas e transformações, exigindo das políticas educacionais, dos cursos de Formação de Professores, especialmente das Licenciaturas em Arte, um comprometimento com os aspectos cognitivos, sensíveis e culturais.

Cabe então, a todos os profissionais que atuam direta ou indiretamente com o ensino da arte, uma reflexão não somente dos processos de sala de aula, mas também do seu papel como cidadãos, protagonistas de uma história.

http://www.artenaescola.org.br/pesquise_artigos_texto.php?id_m=24


quarta-feira, 11 de novembro de 2009




Colegas !

A supervisora de umas das escolas que leciono, nos indicou este filme para que olhassemos, para posteriormente discutirmos numa reunião pedagógica o tema abordado no filme.

Posso afirmar que foi um dos filmes sobre educação mais marcante e emocionante que já assisti.Chorei ,me indiguinei, me encantei e ri várias vezes durante o filme, pois ele nos faz refletir sobre o olhar diferenciado que devemos ter com os nossos educandos.

Além disso o filme também nos mostra o valor da arte, do amor,da sensibilidade, da imaginação e da criatividade e de como a arte educação são importantes instrumentos de estímulos ao desenvolvimento do ser humano.

Vale apena assistir , pois ele aborda um assunto que faz parte do nosso cotidiano escolar.

Sinopse do filme:Taare Zameen Par - filme da produção de Bollywood - conta a história de uma criança que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Ishaan Awasthi, de 9 anos, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo. As letras dançam em sua frente, como diz, e não consegue acompanhar as aulas nem focar sua atenção. Seu pai acredita apenas na hipótese de falta de disciplina e trata Ishaan com muita rudez e falta de sensibilidade. Após serem chamados na escola para falar com a diretora, o pai do garoto decide levá-lo a um internato, sem que a mãe possa dar opinião alguma. Tal atitude só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de ser uma criança. Ele visivelmente entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida… e a filosofia do internato é a de disciplinar cavalos selvagens. Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e logo percebe que algo de errado estava pairando sobre Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e vontade de viver. O filme é uma obra prima do até então ator e produtor Aamir Khan.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Filme :Nascidos em bordéis

O filme Nascidos em Bordéis nos mostra uma realidade de uma Índia que não aparece nas telas da televisão, a vida que aquelas crianças levavam ,no meio daquela miséria , foi transformada através da arte de fotografar , a professora fotógrafa levou aquelas crianças a olharem através das fotos tiradas por elas mesmas, o seu mundo de maneira artística. Comtemplar as fotos , ver o melhor ângulo, fotografar o seu cotidiano e depois editar as fotos vez com que as crianças daquele bairro tão marginalizado, pudessem acreditar que podiam aprender algo que lhes desse satisfação em fazer e também sonhar com um futuro que não fosse o mesmo que seus pais e avós.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Portfólio

Estamos sempre falando ou discutindo como melhorar ou inovar o processo avaliativo existente,sempre aparece alguém, que geralmente não temvínculo com a educação para opinar sobre os métodos de avaliação de nossos alunos.
Li os textos de apoio e pude conhecer esta metodologia de avaliação que é o portfólio.
Pelo que pude entender, o portfólio é uma maneira de avaliar a eficácia do ensino ou da disciplina e de acompanhar o desempenho dos alunos. Para isso, deve existir uma reflexão crítica por parte dos professores e equipe de apoio escolar sobre a prática pedagógica e a filosofia de ensino.
O uso do portfólio requer mudanças na concepção da avaliação ,nos espaços de formação de professores, nas escolas e comunidade escolar,pois o professor deixa de ser o examinador e o aluno o examinado, isto é , docente e aprendiz atuam em parceria sem que a atividade proposta perca a sua importância no processo avaliativo.
O portfólio possibilita avaliar as capacidades de pensamento crítico, de articular e solucionar problemas complexos, de trabalhar colaborativamente, de conduzir pesquisas, de desenvolver projetos e de o aluno formular os seus próprios objetivos para a aprendizagem.( Murphu)
Existem dois tipos de portfólio, o particular ou profissional e o de aprendizagem e processo.Este último, é o que nós, estudantes de artes estamos elaborando em formato de blog.
Essa metodologia requer que tenhamos um espírito investigativo, reflexivo e questionador.Para a elaboração de um portfólio considero importante, a disponibilidade de tempo para leitura e construção da escrita para expressar as idéias e aprendizagens que norteiam este método avaliativo.

domingo, 2 de agosto de 2009

Ser professor no contexto atual

Depois de assistir o vídeo da professora Maria Helena que fala sobre : Ser professor no contexto atual , destaquei cinco pensamentos dos filósofos e pensadores que ela destacou no vídeo.

" As crianças não estão sendo preparadas para a vida num momento e em outro vivendo."
John Dewey

A aprendizagem de nossos alunos não está divididos em dois momentos que é o aprender e o viver, estas duas questões fazem parte de um só contexto e como educadores devemos respeitar os saberes e as experiências vividas por nossos educandos , levando estes conhecimentos para a nossa prática pedagógica.

"O aprendizado é construído pelo aluno."
Jean Piaget

Levando-se em consideração a bagagem de conhecimentos que o educando carrega através da aprendizagem da influência do meio em que ele está inserido, o professor tem a função de estimular estes conhecimentos e não repassá-los diretamente para os alunos , mas sim criar situações para que eles possam contruir a sua aprendizagem.

"Quanto maior for o aprendizado, maior será o desenvolvimento."
Lev Vigotsky

O caminho da aprendizagem dos alunos passa por outro sujeito que pode ser o professor. O preofessor repassa a aprendizagem para os seus educandos e estes por sua vez vão acrescentando estes conhecimentos aos seus, sendo assim será maior o seu desenvolvimento na área cognitiva.

" A leitura do mundo precede a leitura da palavra."
Paulo Freire

Para Freire o professor deve repensar sobre a educação e sua prática pedagógica, tentando buscar a superação da consciência ingênua para consciência reflexiva e através deste pensamento buscar uma formação continuada após o curso de licenciatura.

" O currículo é fragmentado e a vida não "
Edgar Morin

Se o currículo não fosse tão dividido , nossos alunos teriam maior facilidade em aprender os conteúdosa propostos por seus professores.Quando os conteúdos fazem parte de um só contexto a aprendizagem se torna mais agradável e de fácil entendimento.


Os professores devem ser cada vez mais qualificados e precisam estar próximos de seus alunos , precisam saber ouvi-los e entender suas experiências de aprendizagens vividas no seu cotidiano. Precisam buscar uma aprendizagem que não seja fragmentada, mas sim prazeiroza ,pensando no aluno a partir do próprio aluno e não a partir de si mesmo ,questionando-se: o que é que estou ensinando? ou será que meu aluno vai aprender este conteúdo da mesma maneira que eu aprendi?
Os educadores no contexto atual devem construir uma prática pedagógica que reflita sobre as falas,pensamentos e saberes de seus alunos levando em consideração a motivação dos mesmos para que estes possam ter um conhecimento significativo.

Mais pinturas em 3D






Julian Beever